quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Trabalho de Química

                              O Lixo



                                  O que é lixo?


Chamamos de lixo tudo aquilo que não nos serve mais e jogamos fora. Os dicionários de língua portuguesa definem a palavra como sendo: coisas inúteis, imprestáveis, velhas, sem valor; aquilo que se varre para tornar limpa uma casa ou uma cidade; entulho; qualquer material produzido pelo homem que perde a utilidade e é descartado.

Infelizmente a cultura do desperdício ainda é bastante presente em nosso povo. A situação econômica do Brasil melhorou de 10 anos para cá, resultando em aumento da demanda/procura tanto de bens de consumo (alimentos, bebidas, combustíveis etc.) quanto de bens duráveis (eletrodomésticos, carros, móveis etc.). A produção teve que acompanhar este crescimento e para isso foi preciso aumentar a extração de matéria-prima e o consumo de energia. Pesquisando na internet verificamos que a quantidade diária de lixo urbano coletado no Brasil é de 228.413 toneladas, o que representa 1,25 Kg diários por cada um dos cerca de 182.420.808 habitantes. O que fazer para reduzir esse volume?


Felizmente muita gente têm se conscientizado quanto ao problema e projetos de reciclagem são implantados em empresas e cidades do país. Até agora os 3 erres (Redução/Reciclagem/Reutilização) são apresentados como a estratégia mais completa para minimizar os problemas que o lixo causa. A reciclagem é um conjunto de técnicas que tem por finalidade aproveitar os detritos e reutilizá-los no ciclo de produção de que saíram. É o resultado de uma série de atividades, pela qual materiais que se tornariam lixo, ou estão no lixo, são desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matéria-prima na manufatura de novos produtos.

Temos que ter em mente que o desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem as suas próprias necessidades.


Você sabe para onde vai o lixo?

Cerca de 76% do lixo diário brasileiro, que chega a 70 milhões  de quilos, são despejados em céu aberto. Somente 10% vai para lixões controlados, 9% vai para aterros sanitários e somente 2% é reciclado.
A queima de lixo que é bastante utilizada é também prejudicial pois libera gases nocivos à atmosfera, empobrece o solo e desperdiça materiais recicláveis e de energia.
Há vários caminhos para acabar com lixo de forma correta, a coleta seletiva é um importante e considerável caminho, pois facilita a reciclagem e o processo de transformação do lixo orgânico em adubo e gás metano
Classificação adotada para os tipos de lixo



Lixo doméstico: também chamado de lixo domiciliar ou residencial, é produzido pelas pessoas em suas residências. Constituído principalmente de restos de alimentos, embalagens plásticas, papéis em geral, plásticos, entre outros.



Lixo comercial: gerado pelo setor terceiro (comércio em geral). É composto especialmente por papéis, papelões e plásticos.



Lixo industrial: original das atividades do setor secundário (indústrias), pode conter restos de alimentos, madeiras, tecidos, couros, metais, produtos químicos e outros.



Lixo das áreas de saúde: também chamado de lixo hospitalar. Proveniente de hospitais, farmácias, postos de saúde e casas veterinárias. Composto por seringas, vidros de remédios, algodão, gaze, órgãos humanos, etc. Este tipo de lixo é muito perigoso e deve ter um tratamento diferenciado, desde a coleta até a sua deposição final.



Limpeza pública: Composto por folhas em geral, galhos de árvores, papéis, plásticos, entulhos de construção, terras, animais mortos, madeiras e móveis danificados



Lixo nuclear: decorrentes de atividades que envolvem produtos radioativos, entre outros.




O lixo e algumas consequências



  • Cerca de 230 milhões de toneladas de lixo é gerada por ano somente pelos Estados Unidos. Menos de 1/4 disso é reciclado.
  • Os seres humanos geram mais resíduos do que pode ser assimilado pela natureza, e utilizam os recursos naturais sem dar tempo para que sejam restituídos.
  • Nos E.U, dois milhões de garrafas de plástico são usadas de cinco em cinco minutos. 60.000 sacos plásticos são utilizados em 5 segundos. 106.000 latas de alumínio são usadas em 30 segundos.
  • Sete milhões de toneladas de detritos entram nos oceanos do mundo todos os anos.
  • Cerca de 80% do lixo nos nossos oceanos e cursos de água vem de terra - através do vento e de enxurradas de ruas e estradas. Cerca de 20% dos destroços aquáticos são lançados de navios, e embarcações de pesca.
  • Quase 90% de todos os detritos marinhos é formado por plástico. Escalarmente, o plástico supera o zooplâncton em 6:1 em algumas regiões.
  • Estima-se que 46.000 peças de plástico estão flutuando em cada milha quadrada de oceano, sendo que 70% vai para o fundo.
  • Uma pessoa utiliza em média cerca de 90 quilos de plástico por ano ano. Especialistas estimam que esse número aumente para 136 até o final da década.
  • A cada ano, 7 milhões de toneladas são produzidas nos E.U. sozinho. Apenas 1 milhão é reciclada.
  • Os plásticos não são biodegradáveis. Ele se mantém ao longo de séculos no meio ambiente decompondo-se lentamente em pequenos fragmentos de plástico e por último em pó.
  • Latas de Alumínio levam até 100 anos para se degradar.
  • Garrafas de vidro podem levar um milhão de anos para se degradar.
  • Entrelaçamento e ingestão de linha de pesca, redes, cordas e outros detritos tem sido relatados em mais de 260 espécies animais em todo o mundo.
  • Estima-se que 100.000 mamíferos marinhos e tartarugas marinhas se asfixiam todos os anos com lixo.
  • Cerca de 8 milhões de itens de detritos pesando 3.000 toneladas foram coletados por cerca de 35.000 voluntários no mundo inteiro durante o ano de 2006.
  • Cerca de 300 espécies da fauna silvestre marinha sofrem desnecessariamente devido aos detritos perigosos.
  • Mais de 1 milhão de aves aquáticas são mortas por consequência do lixo a cada ano.
  • 86% de todas as tartarugas marinhas são afetadas por detritos lançados ao mar.

·         Sobrepesca, práticas de pesca destrutivas, perda de habitat, poluição e outros impactos humanos resultaram na destruição e modificação de habitats costeiros em todo o mundo, reduzindo sua capacidade de prestar estes serviços e ameaçando a biodiversidade. Habitats costeiros estão fortemente interligados, de modo que a perda de um habitat pode ter efeitos de fluxo que degradam e reduzem os serviços prestados pelos habitats ligados.

Estuários

Mundialmente, mais de 1.200 grandes estuários foram identificados e mapeados, com uma área total de aproximadamente 500.000 km2.

Estes 1200 estuários, incluindo lagoas e fiordes, representam aproximadamente 80% da descarga de água doce do mundo. 62% dos estuários mais importantes do mundo ocorrem dentro de 25 km dos centros urbanos, tendo 100 mil ou mais pessoas [CT 19.2.1.1].

Manguezais

Grande parte da população costeira dos trópicos e subtrópicos reside perto de manguezais, 64% dos manguezais de todo o mundo estão atualmente dentro de 25 km dos principais centros urbanos, tendo 100 mil pessoas ou mais [CT 19.2.1.2].

Muitas das áreas de mangue tornaram-se degradadas devido a forte pressão ocasionada pela população humana, a conversão generalizada do habitat e a poluição. Para os países com dados disponíveis (o que representa 54% da área total de manguezais atuais)a, 35% das florestas de mangue desapareceram nas últimas duas décadas a uma taxa de 2,1% ao ano, ou 2.834 km2 por ano. Os manguezais diminuíram drasticamente em quase todos os países onde os dados foram compilados. Em alguns países, mais de 80% da cobertura original de manguezais foi perdida.

As principais atividades humanas que contribuem para perdas de manguezais no mundo são:
- 52% da aquicultura (camarão 38% + 14% de peixes)
- 26% uso da floresta
- 11% de desvio de água doce

São comumente destruídos para darem lugar a portos e outras infra-estruturas de desenvolvimento ou manutenção. Como a dragagem, onde os sedimentos em muitas áreas são altamente contaminados por metais pesados, bifenilos policlorados (PCBs) e outros poluentes orgânicos persistentes (POPs), levando a mortalidade e morbidade em espécies marinhas e impactos na saúde humana.

Ações de recuperação foram efetuadas com sucesso em alguns lugares, mas em ritmo bem abaixo ao de destruição em massa na maioria das áreas [CT 19.2.1.2].

Praias

As praias arenosas têm sofrido enorme alteração devido ao desenvolvimento costeiro, poluição, erosão, tempestades, alteração na hidrologia da água doce, retirada de areia, uso das águas subterrâneas e coleta de organismos [CT 19.2.1.3].

Biodiversidade

Um número crescente de estudos destacam a vulnerabilidade inerente das espécies marinhas à sobreexploração. Espécies particularmente sensíveis são valiosas e de fácil captura, com taxas de reprodução relativamente lenta nas populações. Assim, espécies como garoupas, corvinas, alguns tubarões e raias são particularmente vulneráveis.

A avaliação das condições e tendências da biodiversidade marinha é limitada pela falta de conhecimento e os pressupostos anteriores de peixes marinhos e abundância de invertebrados. Informações sobre os tipos de habitat, bem como a diversidade de espécies e distribuição e os fatores que a influenciam, são apenas emergentes, como são os métodos para medir a diversidade e os seus padrões.

Nossa compreensão do estado e das tendências da biodiversidade marinha podem melhorar significativamente, se novos métodos forem aplicados e atividades de monitoramento forem colocadas em prática. [CT 18.3.6.1].

Há, no entanto, cada vez mais provas de ameaças e perda da biodiversidade marinha e costeira. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) Living Planet Index (LPI), atualmente uma das melhores estimativas de evolução da população mundial, estima um declínio de 30% no índice de populações de espécies marinhas entre 1970 e 2000 [CT 4.4.1].

O estado de consevação das aves marinhas costeiras está se deteriorando em todas as partes do mundo e em todos os principais tipos de habitat. A Lista Vermelha da IUCN mostra que as aves dependentes dos ecossistemas marinhos e costeiros caíram mais rápido que outras aves.



Lyceu Paraibano
Grupo: Keycianne Gomes, Suelinny, Byanca Evelly, Waleska Batista, Thais Félix
Série: 3° 40  Turno:Tarde
Professora: Fátima